Espelho de mim mesma...

Só mostro o que tenho no olhar!

31 maio 2005

A música no nosso CD

"Avião sem asa,
Fogueira sem brasa,
Sou eu assim sem você...
Futebol sem bola,
Piu-Piu sem frajola,
Sou eu assim sem você...
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim...
Amor sem beijinho,
Buchecha sem Claudinho,
Sou eu assim sem você...
Circo sem palhaço,namoro sem abraço,
Sou eu assim sem você...
To louca pra te ver chegar,
To louca pra te ter nas mãos,
A deitar no teu abraço,
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo, por que?...poooor que...
Neném sem chupeta,
Romeu sem Julieta,
Sou eu assim sem você...
Carro sem estrada,
Queijo sem goiabada,
Sou eu assim sem você...
Por que é que tem que ser assim?
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo...
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo, por que?...poooor que..."


"Sou eu assim sem você"
de Adriana Calcanhoto


30 maio 2005

Último dia de aulas

Hoje é o último dia de aulas. Sinto-me aliviada por um lado mas, por outro, não! É que a partir de quarta feira começam as frequências e tenho de dar tudo por tudo porque a minha vida, e não as minhas férias, depende muito do resultado destas frequências. Não posso mesmo deixar nada para Julho.
Só espero ter força para me aguentar no estudo e que as pfrças superiores não se esqueçam de ajudar.

Boa sorte a todos!

29 maio 2005

Estou doente!

Dores de garganta numa altura destas? Duvidam?Pois é, pensem o que quiserem mas o que é certo é que desde ontem que não me estou a sentir de boa saúde. Doi-me muito a garganta e o corpo. Não há medicamento que me valha mas não estou com vontade nenhuma de ir às urgências.Vou deixar-me estar aqui sossegadinha, quentinha na minha cama, convicta de que amanhã acordarei melhor...

28 maio 2005

FEGIBEN 2005

Hoje realiza-se cá em Benavente mais uma gala do Festival de Ginástica de Benavente. Por hábito, costumam estar presentes ginastas de todo o país em representação de vários clubes.
Os elementos do C.U.A.B. - Clube União Artistica Benaventence fazem as honras da casa.
Espero sinceramente que corra tudo muito bem!!!

20 maio 2005

O meu blog vai continuar...

Ontem foi a última aula de Seminário de Escrita Criativa, o que significaria o fim do meu blog mas, como nem tudo na vida é como nós pensamos, a verdade é que o meu blog vai continuar a existir. Uma coisa é verdade, não posso prometer que vou continuar a blogar todos os dias mas este vai continuar a ser o meu cantinho da escrita.
Espero que a página http://www.diariosdeescritacriativa.blogspot.com/ continue a existir e que as minhas colegas continuem a sustentar esta página tal como eu tentarei sustentá-la.

19 maio 2005

O signo do seu animal de estimação

Nem os cães nem os gatos escapam os desígnios dos astros! O meu é nativo de Carneiro. Embora a descrição abaixo indicada tenha um quê de verdade, no caso do meu cão, a agressividade não é uma caracteristica dele.

Carneiro (21 de Março a 20 Abril)
Os animais de estimação deste signo são algo agressivos e enérgicos por natureza. Uma educação mais rígida desde pequenos evitará que ladrem ou miem tanto, que arranhem ou mordam.Como têm tendência para ser hiperactivos, necessitam de bastante exercício. Os cães deste signo pulam de alegria assim que percebem que podem dar um passeio logo pela manhã. Quanto aos gatos, precisam de muito espaço e sítios para trepar. A não ser que tenha uma boa razão, evite desafiar estes animais, pois podem estar prontos a retaliar!

O verdadeiro sábio não é aquele que classifica os seres humanos
em bons ou maus, mas sim, aquele que consegue encontrar
qualidades que os tornam todos iguais.

18 maio 2005

Sporting vs CSKA, hoje às 19h45

Hoje no Estádio de Alvalade vamos poder assistir à disputa da Taça UEFA pelo Sporting e pelo CSKA. Preferências e nacionalismos à parte acho que é de louvar as duas equipas pelo facto de terem consigo chegar até aqui.
Tendo em conta os últimos acontecimentos futebolisticos para as equipas da 2ª circular deixo aqui um apelo para que estejamos todos a apoiar o Sporting porque, independentemente do clube do coração de cada um, hoje somos todos portugueses :)
Força Sporting!!!

17 maio 2005

Eles andam aí...

Hoje ouvi uma notícia que me deixou muito preocupada. Detectaram a aproximação de tubarões à Costa Portuguesa, dizem que isso se deve às escassez de alimento e ao aquecimento das águas.
Embora os especialistas acreditem que os tubarões dificilmente chegarão às nossas praias, garanto-vos que prestarei mais atenção cada vez que entrar na água. Nunca se sabe o que pode acontecer!

16 maio 2005

Este trabalho foi realizado no âmbito da cadeira de Seminário de Escrita Criativa. O objectivo deste trabalho era construir ou flashback ou um futuro partindo de um texto previamente elaborado. No meu caso optei por escrever um flashback.

As aulas terminaram e eu, ao contrário do que era habitual, não estava nada entusiasmada com as férias grandes. Naquele ano nada na minha vida acontecia como era habitual, tudo mudou.Há uns meses que tinha ficado a conhecer bem uma doença chamada artrite reumatóide e isso fez com que todas as minhas actividades ficassem comprometidas porque desde a penosa dor no joelho nunca mais tive descanso no corpo. Eram as constantes dores nas articulações, os inchaços das mesmas, a revolta de querer ter uma vida normal e precisar sempre de ajuda, o desinteresse pela escola, etc. Os teus avós por um lado eram compreensivos e eu nunca tive falta de apoio mas, por outro lado, eles próprios desesperavam por me ver naquele sofrimento.A nossa família sempre foi bastante unida, os meus tios, os meus primos e os avós tentavam de todas as formas ajudar-me, tentando fazer-me ultrapassar cada crise nas melhores condições. O primo Rafael, o filho do tio Carlos, sempre foi um aluno brilhante e como os pais sempre tiveram uma vida económica muito boa deram-lhe a oportunidade de ele ir estudar para os EUA. Acabou os estudos e por lá ficou. Tomando conhecimento da minha situação tentou de todas as formas tomar conhecimento da situação de “cura” lá, uma vez que o desenvolvimento cientifico é maior. Depois de algumas semanas de pesquisa encontrou uma clínica que acabava de iniciar um novo tratamento em doentes com artrite e que estava a ter resultados muito positivos nesses doentes. A qualidade de vida deles estava a melhorar e as crises a diminuir a sua frequência.Depressa a minha vida mudou. Foi só preciso dar tempo para que tudo estivesse preparado, inscrição na dita clínica e estadia para mim e para a tua avó que ia comigo. No dia dezassete de Julho entrei pela primeira vez na clínica, tinha um ambiente calmo, as paredes estavam pintadas de um amarelo muito clarinho decoradas com desenhos e trabalhos manuais feitos pelos doentes que iam passando pela clínica. A adaptação à língua foi um pouco complicada para mim, aliás, nunca tinha sido uma boa aluna de Inglês, o que me ia ajudando era a minha mãe que até de desenrascava bem. Estive nessa clínica cerca de dois meses, foi o tempo do tratamento começar a sortir alguns efeitos, positivos claro, e o tempo também da avó aprender todo o processo para que o tratamento, mediante a indicação dos médicos, pudesse ser efectuado em casa. Era um tratamento biológico feito através de soro. Durante três horas eu tinha uma agulha na mão pela qual me era injectado soro com um medicamento e depois daquelas três horas eu tinha de relaxar, de preferência, que dormir.Na altura em que fui para os EUA conheci lá um rapaz, também ele português, que também estava a ser tratado para o mesmo problema que eu. Ele tinha uns olhos bem pretos, pareciam duas azeitonas e o cabelo muito encaracolado. Não era muito dado a falas mas, estando os dois na mesma situação conhecemo-nos melhor a pouco e pouco. Achei-o um rapaz doce apesar de se mostrar muito à defesa, compreensivo, bom ouvinte e muito brincalhão. Achei-lhe muita piada. No fim dos dois meses que lá estivemos era como se nos conhecêssemos há anos, estávamos sempre juntos e estávamos a passar pelo mesmo, por isso, o entendimento e compreensão era mútuo.Era tempo de regressar a Portugal, as aulas começariam daí a pouco tempo e nós tivemos de nos afastar. Por incrível que pareça senti imensas saudades dele, tínhamos apenas 15 anos, idade em que os sentimentos mudam fácilmente e, ao contrário do que se podia esperar, nós nunca perdemos o contacto um do outro. Ele vivia em Mafra e eu vivia em Setúbal mas, sempre que era possível, o teu avô fazia questão de o ter em nossa casa. Era um amigo diferente, ele percebia todas as minhas atitudes menos correctas, respostas mal dadas, angústia constante, ou seja, muitas vezes nem precisava de falar que ele já sabia o que se estava a passar comigo. Durante as minhas crises ele era fundamental e quando era ele que estava mal ajudei-o sempre que pude. Mas os anos foram passando e a nossa amizade, muito especial, tornou-se em algo mais forte. Quando tinhamos uns vinte anos mais ou menos sentimos que estávamos apaixonados, a necessidade de estarmos juntos já não passava apenas por sermos amigos. No início foi um pouco complicado para os nossos pais porque nos viam como duas crianças que partilhavam a mesma doença mas depois vendo o amor que nutríamos um pelo outro acabaram por aceitar. Nessa altura víamo-nos mais vezes porque estávamos a estudar os dois em Lisboa, ele no Instituto Superior Técnico, em Engenharia Civil, e eu na UAL, em Psicologia.Foram anos muito divertidos, saíamos imenso e arranjámos ainda mais amigos. Acho que foram os melhores anos da minha vida, apesar de ter sempre o meu problema tal como o Miguel. Tantas vezes que nos fomos abaixo por causa das crises mas tínhamo-nos um ao outro para ajudar e isso era fundamental.Depois de começarmos a trabalhar decidimos juntarmo-nos, comprámos um apartamento e ficamos a viver em Lisboa porque era mais fácil para ambos por causa dos nossos empregos e daí a termos uma filhota foram três anos, que és tu Filipa.- Quis contar-te esta história para saberes como o teu pai surgiu na minha vida. Tantas vezes me revoltei contra esta doença mas, por outro lado, pensei tantas vezes que sem ela talvez nunca teria conhecido o teu pai e teria sido tão feliz como sou!

15 maio 2005

Sem sapatos!

Hoje não me apetecia nada sair de casa. Decididamente o Domingo é o dia da semana em que me dá uma molesa tal que nem me apetece levantar da cama. Mas não foi isso que aconteceu! Tive de ir até ao Forum Montijo porque faltava-me comprar os sapatos para levar a um casamento. E o mais interessante é que entrei em todas as lojas de calçado e em nenhuma havia sapatos que me servissem. Será pelo meu pé de cinderela? Calço apenas o 36, até acho que nem é muito comum mas o que é certo é que este número esgotou em todos os modelos de sapatos que eu mais gostava.

14 maio 2005

O Terror do Tornado

Os tornados podem destruir granjas, povoados e até mesmo cidades em qualquer lugar onde eles aparecem. 52 pessoas morreram por causa dos tornados em 2002 e 100 ficaram feridas.As testemunhas que presenciaram de perto estes furiosos espirais de vento descrevem a sua aproximação como o barulho de um motor a reação. Os tornados fazem os escombros voar em qualquer direção, a centenas de quilômetros por hora.Para que um remoinho, um túnel de vento que dá voltas em espiral, seja classificado como um tornado, deve estar em contacto com a terra e a nuvem de tormenta em cima dele. Na parte onde o túnel finalmente toca a terra, +e criado um caminho de destruição. A trajetória de um tornado é poucas vezes maior a 250 metros, transversalmente, mas pode alcançar até 1 quilômetro e meio de largura.Os tornados são gerados por uma grande variedade de padrões climatéricos. No entanto, a grande maioria dos meteorologistas concorda que os tornados formam-se quando as correntes de ar quente e fria se colidem, criando uma área rotativa com uma baixa pressão atmosférica.O ar é uma fonte de baixa pressão que tem a tendência natural de elevar-se e cria uma forte corrente de ar ascendente. Estas correntes, em conjunto com o ar quente circundante que existe ao nível da Terra, fazem com que gire cada vez mais rápido, aspirando o ar ao redor como se fosse um aspirador. Em casos extremos, estas poderosas correntes de ar podem alcançar até 482 km/h.Os tornados mais poderosos são formados quando ocorrem as chamadas tormentas “supercélulas”. Estas nuvens rotativas de tormenta podem ser vistas claramente nos radares climatéricos como una circulação bem definida, que os meteorologistas chamam de mesociclone. As gigantescas nuvens de tormenta “supercélulas” elevam-se a alturas superiores ao Monte Everest.

13 maio 2005

Fim de semana à porta

Finalmente hoje é Sexta-Feira. Durante toda a semana desejei que este dia chegasse rápido mas hoje a Sexta-Feira tem um "sabor" diferente, é que vou ter de deitar-me cedinho uma vez que amanhã por volta das 10horas tenho de estar na faculdade para ter aula de Comunicação Interpessoal.
Não é que me apeteça muito mas, obrigações são obrigações!
Foi uma semana cheia de emoções mas não muito pela positiva, algo vai mudar e essa mudança terá efeitos em mim ainda desconhecidos.
Bem, está na hora de sair um bocadinho para tomar um café e ver o pessoal, até manhã. Divirtam-se e bom fim de semana :)

12 maio 2005

Autópsia de uma Múmia

Com a ajuda da ciência mais avançada, uma equipa especialmente treinada percorre o mundo para desvendar os segredos das múmias. Da Libéria ao Yemen, do Alaska ao Egito o mundo está cheio de seres humanos que encontraram a imortalidade através da mumificação. Alguns, preservados pela natureza, outros por acidente e a maioria pelos familiares ansiosos de perpetuar seus seres queridos. A Autópsia de uma Múmia revelará-nos os mistérios da vida e morte de seres extraordinários.Autópsia de uma Múmia investiga inúmeras histórias, entre elas a de 2 múmias egípcias, um adulto e uma criança pequena, de 3.500 anos, cujos restos descansam no museu Nacional de Scotland em Edimburgo. As evidências apontam a um enterro inusitado, nem mesmo os reis da época recebiam uma sepultura tão sumptuosa.A múmia adulta é uma mulher jovem cujos ossos não mostram sinais de deterioro significativo. Os ieroglíficos não sobreviveram ao tempo, mas o comprimento dos mesmos poderia indicar que havia espaço para o título de uma rainha. Os ossos mostram indícios de que podem ter sido Nubienses. Seria essa mulher uma princesa da Núbia trazida a Tebas para realizar um matrimónio feito entre as famílias reais e assim unir os reinos guerreiros do Egipto? E quem era a criança? Na ausência de um ADN viável, uma reestruturação facial poderia mostrar semelhanças entre a mulher e a criança.

http://www.discoverybrasil.com

11 maio 2005

Este trabalho foi realizado no âmbito da cadeira de Seminário de Escrita Criativa. O tema era livre e o objectivo era contruir uma história partindo de uma facto que conhecessemos bem.

Naquele dia tudo não passava de mais um sábado em que depois de almoço a Mafalda se despedia dos pais, com um sorriso de orelha a orelha, porque ia para a sede dos Escoteiros. Andava lá desde muito nova, tendo pertencido à Alcateia e estando agora na Tribo Sénior.Os primeiros sábados de cada mês eram particularmente especiais, uma vez que estava estipulado pelo grupo irem todos fardados para ter reunião geral. Apesar de cada dia da semana se sentir sempre escoteira aqueles sábados era como se estivesse a oficializar o seu escotismo.Tinha sido uma semana em grande. Recebeu as notas do final do 2ºperíodo, festas na escola e uma festa de anos onde pôde sair à noite pela primeira vez com os amigos. Mafalda sentia-se feliz, tinha passado uma semana cheia de surpresas e era sábado, o dia da semana de que mais gostava. É certo que o facto de ter de ir todos os sábados à tarde para os escoteiros podia levar a Mafalda ao cansaço, tornava-se uma rotina, por isso muitos desistem mas, para ela, o mais importante é o que lá vivem, o que aprendem, o que fazem, o quanto se divertem, etc.Mafalda ligou de manhã para a Rita e combinaram encontrar-se junto do portão da escola, às 14h50 para seguirem para a sede. E assim foi.Pelo caminho puseram a conversa em dia e tudo corria bem até que a Mafalda sentiu uma forte dor no joelho, pedindo à Rita para abrandar o passo, uma vez que não estava a conseguir andar com aquela dor. Decidiram então sentar-se uma pouco no jardim da Igreja para ver se a Mafalda melhorava.- É uma dor horrível Rita! – exclama Mafalda com ar de sofrimento.- Mas é a primeira vez?- Mais ou menos. Esta semana na aula de educação física senti algo parecido, mas foi breve. Até pensei que fosse do cansaço.- Queres voltar para casa? Vou contigo. Podemos também ligar aos teus pais e vêm-te buscar.- Não deixa estar, isto já passa! Além disso também não quero faltar aos Escoteiros. Estou ansiosa por saber qual vai ser a actividade de fim de ano Escotista.- Oh Mafalda também não exageres, a actividade é só daqui a um mês. Hoje só nos vão comunicar o que é.- Eu quero ir Rita, vamos. Já estou melhor. – levantando-se e tentando andar.Depois daqueles breves minutos em que Rita tentou que a dita dor no joelho passasse dirigiram-se para a sede. Estava mesmo a começar a reunião geral. O chefe de grupo ia anunciar a todos qual iria ser a actividade para o fim do ano escotista. Tinha ficado decidido numa reunião de chefia que iria ser feito um acampamento no Vale da Asseiceira em que existiam dois grupos, um de Celtas outro de Visigodos. Cada grupo tinha cerca de 20 elementos e um rei. Iriam ser travadas algumas batalhas e uns jogos tradicionais e três dias de pura aventura.Depois de anunciada a actividade foi a vez dos esclarecimentos. Era preciso madeira e tinta para os escudos, para as espadas, tecido para os fatos de cada equipa, cordas, tendas, ou seja, tudo o que já estão habituados para qualquer acampamento mais o material para a actividade. Aproveitaram e dividiram também logo as equipas e seleccionaram os reis.Foram algumas horas de confusão ora porque não se concordava com o desenho dos fatos ora porque se queria pertencer àquela equipa e não à outra enfim, as confusões habituais de grupos muito grandes.Ao contrário de sempre naquele sábado a Mafalda não estava com a alegria e a genica a que os colegas estavam habituados.- Que é que tens Mafalda? – questiona o Pedro.- Nada, porquê?- Estás aí tão sossegada e pareces triste. – acrescenta o André, o chefe da tribo.- Não é nada de especial, apenas uma dor no joelho.E a conversa ficou assim.A reunião tinha começado às 15h15 e ainda não era 17horas já a Mafalda estava a pedir para se ir embora. Quem ouviu estranhou porque é sempre das primeiras a chegar e das últimas a querer ir embora, mas há dias e dias.- Olha André não me estou a sentir bem, há problema se ligar aos meus pais para me virem buscar? – pergunta impaciente.- Então não estás melhor? Magoaste-te?- Não, foi apenas uma dor que me deu quando vinha para a sede e até agora ainda não passou!- Está bem, então aguarda no teu canto que vou ligar para tua casa.O pouco tempo que os pais da Mafalda demoraram a chegar pareceram-lhe horas. Por incrível que pareça, pela primeira vez em tantos anos de escoteira, a Mafalda queria ir para casa.- Então filha o que é que se passa contigo? – pergunta a mãe muito preocupada.- Oh mãe esta semana quando estava na aula de educação física deu-me uma dor forte no joelho mas foi breve e pensei que fosse cansaço ou até mesmo aquelas dores de crescimento que de vez em quando me dão. Mas desta vez foi ainda mais forte e até agora não passou.
Mafalda desde sempre sofreu muito com dores nas pernas mas, segundo o pediatra, eram dores normais de uma criança em crescimento e por causa disso os pais dela levaram-na para casa e depois de uma bom banho de água quentinha puseram-na na cama a descansar, como já era habitual quando tinha as ditas dores do crescimento.Até aquele sábado o procedimento tinha sido sempre o mesmo. Depois de uma bom banho e de umas horas na cama as dores passavam mas, naquele dia, isso não aconteceu. A noite já ia longa e Mafalda continuava a queixar-se de dores fortes no joelho. Foi então que os pais, cada vez mais preocupados, decidiram ir com ela para as urgências. Quem estava de banco era o Dr. Marçal, um médico amigo da família. Depois de examinar Mafalda com atenção referiu que:- Assim à primeira vista parece-me mais um daqueles ataques de dores de crescimento que a Mafalda, de vez em quando, tem.- Mas ela nunca se tinha queixado assim Dr. – diz o pai.- Vou-lhe receitar uns analgésicos para aliviar essas dores teimosas mas, de qualquer das formas, vou passar-lhe aqui alguns exames porque não estou a gostar nada desse inchaço do joelho.- O que é que está a pensar Dr.? Seja franco! Passa-se alguma coisa com a Mafalda?- Pode não ser nada mas é só por um descargo de consciência!- Desculpe lá, primeiro diz-me que são dores de crescimento, agora diz que vai ter de fazer exames. Diga o que se passa!- O problema é que não estou a gostar do inchaço do joelho da Mafalda. Não é normal para uma simples dor de crescimento. Estas podem ser dolorosas mas nunca incham as pernas, por isso é que quero que a Mafalda faça estas análises e estes exames.Depois de medicada e ainda com muitas dores Mafalda regressou a casa. No dia seguinte a dor persistia e não havia melhoras significativas.Foram semanas de grande agonia. Desde consultas com vários especialistas, esperas em consultórios, exames simples e outros mais dolorosos, análises que odiava, Mafalda passou por tudo e a resposta do que se passava tardava em aparecer fazendo os pais e a própria Mafalda desesperar.Durante todo esse tempo faltou a muitas aulas e também aos escoteiros e, embora fosse da vontade contra dos pais, Mafalda disse que melhorava ia ao acampamento. O último acampamento antes das férias grandes era sempre o mais esperado por todos e Mafalda, vivendo tão intensamente a vida de Escoteira, não queria deixar que a situação de saúde pela qual estava a passar comprometesse a sua participação na actividade.Cada elemento tinha ficado responsável de fazer o seu escudo e o seu fato mas, como a actividade era para todos, todos quiseram estar juntos quando preparassem o material. Combinavam depois das aulas e aos sábados logo pela manhã para que tudo ficasse o mais organizado possível. Ao contrário do que os colegas esperavam, Mafalda, não compareceu a muitos deste encontros extra. A forte dor que começou num joelho em dias começou a percorrer-lhe todos os membros. Por isso, embora com uma grande força de vontade, não conseguia ajudar os outros escoteiros porque tinha de passar muito tempo na cama.Depois de todo o processo de exames porque passou e sem resultados a mãe de Mafalda decidiu levá-la a um outro médico, talvez uma outra opinião conseguisse desvendar o que se estava a passar com a Mafalda. Desta vez, foi ao consultório do Dr. João Pedro que se dirigiram. Ele analisou-a, viu todos os exames e quis saber toda a história clínica da Mafalda até ali. Conversaram durante largos minutos e no fim o Dr. diz:- Bom, tendo em conta estes exames e segundo a minha análise aos membros da Mafalda, tenho três possíveis diagnósticos. Pode não ser nada do que estou a pensar mas...- É grave doutor? – pergunta a mãe de Mafalda ansiosa.- Depende do ponto de vista, mas não vamos sofrer por antecipação. A Mafalda vai ter de ir a um laboratório, que vos vou indicar, fazer uma análise e a partir dela poderei confirmar ou não aquilo que estou a pensar.- Mas não pode adiantar nada? Doutor isto está cada vez mais confuso, é a Mafalda a ter cada vez mais dores, os médicos e os exames a não darem nenhuma resposta e ela não é miúda de estar numa cama. Não sabe o esforço que faço para ela, mesmo doente, não ir para as aulas ou até mesmo para os escoteiros.- Eu penso que destas três hipóteses será uma mas, vamos ver. As possibilidades são: febre reumática, lupos ou artrite reumatóide.- Não estou a entender e estou a ficar preocupada.- Tenha calma, ainda não temos certezas pois não?E mais uma vez Mafalda teve de ir fazer análises, desta vez a Lisboa, ao consultório indicado pelo Dr. João Pedro. Passou cerca de uma semana e tiveram os resultados e, finalmente, estava encontrado o diagnóstico de Mafalda. Acabava de descobrir que tinha uma doença que nunca tinha ouvido falar, Artrite Reumatóide.- Mas o que é isso doutor? É grave? – pergunta a Mafalda muito perturbada.- Tem calma Mafalda. Vou explicar-te tudo. Primeiro de entre as três possibilidades que te dei da última vez esta, dentro do mal, é a melhor.- Então? Uma doença é sempre uma doença, não esteja a querer enganar-me.- Era o que estava a tentar fazer. Uma pessoa que sofre de febre reumática pode sofrer do coração, ou seja, é uma doença que o ataca. Por outro lado, os lúpus são muito chatos porque podes não poder apanhar sol nem temperatura. A artrite reumatóide ataca apenas as articulações.- Apenas? Mas o que é certo é que esse apenas custa muito. – diz Mafalda.- Sim mas por causa da artrite nunca vais sofrer do coração, dos rins, etc. Na verdade, é uma doença que provoca inflamações nas articulações do corpo e que pode atacar qualquer pessoa independentemente da idade. A artrite rouba a milhões de pessoas a liberdade de se movimentar, quebrando as cartilagens protectoras das articulações. Com a destruição dessas cartilagens a artrite provoca dor e redução dos movimentos.- Eu sou escoteira doutor! Preciso e quero ter os meus movimentos a 100%.- E tens. Não podes é abusar! Tens de ter imensos cuidados, nada de grandes esforços e tens de estar preparada para crises inflamatórias que podem surgir quando menos esperares e desaparecer em tempo indeterminado. A Artrite Reumatóide é uma doença crónica, marcada por alterações inflamatórias nas articulações, atrofia dos músculos e carência ou mesmo a falta dos ossos. Envolve um lento e doloroso processo de destruição Mafalda.Foi uma noticia muito chocante para a Mafalda, ter apenas 15 anos e já com uma doença para o resto da sua vida que vai, por algumas vezes, impedi-la de fazer o que bem quiser pois quando estiver com dores não conseguirá fazer o que mais gosta.Depois de descobrir a origem daquelas dores a Mafalda passou por alguns dias de grande angustia porque se por um lado queria preparar em conjunto com os colegas o acampamento dos Escoteiros por outro lado o seu próprio corpo não respondia como ela desejava. Perdeu o interesse por algumas coisas, talvez pela revolta que sentia em querer fazer uma série de coisas e não poder mas, o mais interessante, é que nunca deixou que a doença a atrapalhasse na sua vida de escoteira que tanto a motivava para não desistir de lutar contra as dores. Mesmo com muita dificuldade, se bem que muito medicada para aliviar as dores incomodas, a Mafalda nunca deixou de comparecer aos últimos preparativos para o acampamento. Chegou mesmo a entregar a ficha de participação.Pelas 8horas da manhã todo o grupo de escoteiros estava na sede, era a hora ideal para começar a partir com os elementos já preparados uma vez que a carrinha só leva nove pessoas. Por aquela carrinha já muitas histórias passaram, já muitos gritos e cantares de grupo soaram. As suas portas pesadas deixam passar a sua avançada idade se bem que muito bem tratada. Uns pontos de ferrugem, umas molas soltas no banco da frente fazem soltar risos em quem nela anda e a direcção ainda muito pesada faz o chefe de grupo suar como se estivesse a correr sofregamente.Desde os elementos da alcateia, passando pela tribo júnior e sénior até ao clã todos compareciam ansiosos por partir para mais uma aventura antecipadamente preparada. Estão todos presentes menos uma pessoa que nunca deixou passar qualquer actividade ao lado, a Mafalda.- Oh Rita a Mafalda? – pergunta a Teresa.- Não deve vir não é? Todos sabemos que tem estado doente.- Mas ontem liguei-lhe para saber como estava e ela disse-me que se sentia melhor e que hoje vinha cá ter com a Patrícia e o Tomás.- Pois não sei! Eles também ainda não chegaram, devem estar atrasados.Na verdade, a Rita sabia que era praticamente impossível que a Mafalda comparecesse no acampamento, ela tinha acompanhado o problema da amiga de perto desde o primeiro instante. Sempre foram muito amigas, desde miúdas, e nestes últimos momentos difíceis da Mafalda a Rita tem sido o seu apoio fundamental, por isso sabia que ela não se sentiria em condições para participar na actividade. Não era o que Mafalda lhe tinha dito porque não conseguia admitir que a doença estava a ser mais forte que ela mas Rita saia-o bem. Mafalda nunca mostrou vontade em não ir ao acampamento embora os pais tenham falado com o chefe de grupo a avisar que não contassem com a ela.Por volta das 11horas, todo o grupo estava instalado no Vale da Asseiceira. As tendas estavam montadas, havia uma tenda para raparigas e outra para rapazes e ainda uma grande que servia para o convívio e para as horas de comer. Prepararam com entusiasmo os campos de cada grupo, o dos Celtas caracterizava-se pela predominância do vermelho e o dos Visigodos pelo azul e cinza. Os chefes astiaram as bandeiras e os elementos aguardavam ansiosamente pelo inicio das actividades programadas.Supostamente, a menos que em caso de urgência, não estava prevista a visita ou o contacto com pessoas externas ao grupo mas quando iam dar inicio aos jogos tradicionais surge um carro ao longe. Aproximou-se devagar e quando parou todos deram um sorriso. O carro era o do pai da Mafalda e do seu interior saiu ela.- Não consegui faltar! – disse com um ar emocionado. Esperei por este acampamento durante todos estes meses e não quero deixar de participar convosco.- A Mafalda pediu muito, exigiu mesmo vir e eu, para a ver feliz, não consegui deixá-la em casa triste por cá não estar por isso decidi trazê-la cá.- E fez muito bem sr. António, a Mafalda faz-nos muita falta. – diz o chefe de grupo.- Sabem que não vou poder participar convosco na actividade mas só o facto de poder cá estar para mim já é bom.- E não precisas mesmo fazer nada. Estamos cá para te ajudar e tu com o teu bom humor e a tua presença ajudas-nos. – refere Rita dando-lhe um forte abraço.Foram três dias diferentes, de muita aventura, emoção, companheirismo mas o que interessou verdadeiramente para a Mafalda foi poder estar com os seus amigos escoteiros com quem se habituou a passar os dias e mesmo não participando a experiência foi tão boa que as dores foram ultrapassadas e ela divertiu-se tanto como se tivesse andado a fazer tudo como os outros.

10 maio 2005

Este texto foi realizado no âmbito da cadeira de Seminário de Escrita Criativa. O objectivo do trabalho era construir uma história em que no corpo de texto tinhamos palavras começadas por "sol".

A Maria e o João conheceram-se quando ainda era crianças, frequentaram a mesma escola durante vários anos e desde cedo se via neles uma grande empatia. Ela, na sua inocência de criança, dizia que queria aprender a cozinhar e passar ao ferro para quando casasse com ele saber fazer tudo. Por sua vez, ele queria estudar muito para poder ser rico e enche-la de jóias. Eram desejos inocentes mas o que se veio a mostrar ao longo dos anos é que o que os unia era algo de muito forte e diferente.Os pais de João tinham alguns problemas financeiros, a empresa de solas de sapatos onde os dois trabalhavam estava prestes a fechar as portas por causa das dividas e eles viram-se obrigados a procurar trabalho em Lisboa, onde as oportunidades eram maiores. Depois de algumas promessas de amizade eterna a Maria e o João despediram-se, ambos estavam muito tristes com o que lhes estava a acontecer, estavam habituados a conviver todos os dias e agora, possivelmente, deixariam de se ver, quem sabe para sempre.Maria cresceu sempre sem grandes dificuldades, estudou nos melhores colégios e com 18 anos entrou para o curso de Arquitectura, com que sempre sonhou. Por sua vez, João frequentou escolas públicas, o dinheiro que o pai ganhava no escritório de solução empresariais e a mãe no infantário não chegavam para ter os três filhos num colégio particular. Nunca faltaram com nada a nenhum dos três. Amor, carinho e atenção eram abundantes e os bens supérfluos ficavam guardados para épocas de aniversário ou quando as finanças estavam em condições para tal, caso contrário simplicidade acima de tudo desde que não faltasse comida no prato já estava bom para todos. João nunca teve uma ideia muito bem formada sobre o que é que iria estudar mas acabou por optar por Engenharia Informática.Ambos termiram as suas licenciaturas em cinco anos e actualmente estão muito bem empregados, João numa multi-nacional de produtos informáticos e Maria tem o seu próprio atelier. Têm as suas vidas muito bem orientadas e ambos continuam solteiros.Isabel, a irmã de Maria vai passar o fim de semana a Monte Gordo e convidou-a para a acompanhar. Era uma forma de sair e espairecer. Maria vive muito para o trabalho e a sua vida particular vai ficando para segundo plano, conheceram-lhe alguns namorados mas nenhum deles suficientemente capaz de a fazer-se apaixonar perdidamente.- Mana está um belo dia de praia vamos apanhar um solzinho para perdermos este tom de lixívia, vamos? – pergunta Isabel.- Não é que me apeteça muito mas vou contigo claro.O dia estava lindo, os raios de sol iluminavam toda a praia, o calor fazia os corpos suarem descontroladamente, era um perfeito dia de praia e as manas queriam aproveitar o máximo. Maria com o seu ar mais calmo preferiu sentar-se um pouco na esplanada da praia a comer um gelado enquanto Isabel não resistiu em ir logo para o bronze.O telefone de Maria não parava de tocar, os clientes nem no fim de semana a deixavam em paz. Ela é uma das arquitectas mais importantes de Santarém por isso não admira que não tenha tempo para si. Entre algumas chamadas telefónicas Maria conseguia desfrutar do seu corneto de morango. Enquanto olha no horizonte surge um rapaz alto, magro, muito moreno e de olhos cor de mel que lhe pede licença para tirar a cadeira e gentilmente ela responde “Claro, esteja à vontade”. Olham-se os olhos, Maria parece que solidificou a olhar para ele e pensou para si “Que rapaz tão giro!”.O rapaz sentou-se com dois amigos na mesa à sua frente e ela disfarçadamente olhava para ele, não apenas pelo seu bom aspecto mas também porque tinha a nítida sensação que já o tinha visto em qualquer lado mas não conseguia recordar-se onde. Pura coincidência ou não, o rapaz também fixava o olhar nela e aquela situação já estava a deixá-la incomodada. Por sorte Isabel aparece na esplanada e Maria questiona-a:- Então a água está quentinha?- Uma maravilha mana, tens de experimentar! Não vens para o sol um pouco?- Sim já vamos. Oh Isabel disfarçadamente olha para o teu lado esquerdo e vê lá se não conheces a cara daquele rapaz da t-shirt azul turquesa.E Isabel olhou e depois de observar bem o tal rapaz disse:- Oh mana a cara dele é-me familiar, mas de onde?- Tenho estado aqui a pensar, lembras-te do João?- Qual João?- Aquele que era meu amigo quando éramos miúdas. Aquele que costumava ir para nossa casa às vezes.- Qual aquele que tinha a mania que era soldado e que tu dizias que ia ser teu marido e querias aprender a cozinhar e mais não sei o quê?- Sim esse. Não dês nas vistas não é! Vê lá bem se não é ele, tenho quase a certeza que sim.E pura coincidência aquele moreno dos olhos verdes era o João. Estiveram anos e anos sem se verem e quando trocaram apenas algumas palavras houve algo que lhes tocou porque tanto ele como ela sentiram que se conheciam de algum lado. Foi ele que tomou a iniciativa de falar com ela. Fê-lo porque se ela ainda continuasse a ser como em criança, muito envergonhada, sabia que podiam ambos ir-se embora e não falavam. Foi mais forte que ele, nunca se tinha esquecido daquela rapariga, com quem tantas brincadeiras e confidências partilhou. Conversaram durante várias horas, tantas que Isabel torrou na praia de tanto sol que apanhou. Combinaram encontrar-se mais tarde para tomar um café e tentar pôr a conversa em dia.Aquela noite foi longa, havia tanta coisa para contar. Estiveram cerca de dez anos sem se ver e durante este tempo muitas foram as experiências vividas. Sentiam-se bem um com o outro, era como se nunca se tivessem separado. A cumplicidade, amizade e ternura permanecia entre os dois.Durante aqueles dias estiveram muitas horas juntos o que fez solidificar muito a sua amizade. Trocaram contactos e prometeram novos encontros e o mais interessante para os dois é que estavam relativamente perto, ela em Santarém ele no Cartaxo portanto não era difícil encontrarem-se.Durante seis meses viam-se mais de uma vez por semana e não tardaram a dar um passo mais à frente. Aquilo que já, inocentemente, os unia em miúdos permaneceu e descobriram que estavam apaixonados um pelo outro. Num ano casaram. Foi uma festa lindíssima, muitos convidados, muita musica, muitas flores, uma decoração em tons rosa choque, tudo à altura da data a festejar. Ficaram a viver em Santarém num apartamento de 3 assoalhadas e desejavam ansiosamente por um filho, de preferência um menino a quem dariam o nome Tomás. Estava tudo planeado nas suas vidas, o filho era o passo a dar a seguir. Monetariamente a vida corria-lhes bem e sentimentalmente também. Eram o casal perfeito com que muitas mulheres sonham.Um dia João sente-se mal no trabalho e regressa cedo a casa. Quando Maria chega encontra o marido com muito má cara, teve um mau pressentimento, algo se estava a passar com o João.- Que é que tens querido?- Maria, em primeiro lugar quero que saibas que toda a vida sonhei com uma mulher como tu, pensei que nunca mais nos iríamos encontrar e por obra do divino, talvez, fomos postos novamente no caminho um do outro mas...- João porque me estás a dizer essas coisas? João o que se passa, diz-me!João descobrira que sofria de insuficiência cardíaca e que a qualquer instante se poderia ficar, quando menos esperasse. Podiam ser horas, dias, meses ou até mesmo anos, nada nem ninguém sabia dizer. A única alternativa era colocar uma By-pass mas o tempo de espera entre o seu estado e a operação poderia ser fatal.- João nós temos dinheiro, conhecemos vários médicos, podemos antecipar a operação. João estou à espera de um filho teu.- O quê?- É isso mesmo que ouvis-te. Fiz hoje o teste e deu positivo. Amo-te demais para ficar sem ti meu amor, toda a vida pensei em ti e vamos ter um filho juntos.- Maria, ajuda-me a sair desta situação por nós, pelo nosso filho, por mim!Foram momentos muito difíceis na vida de Maria e João. A operação era uma solução mas podia não ter bons resultados e entre o tentar ou não preferiram que João fosse mesmo operado mas, o que se temia aconteceu, durante a operação João não resistiu e acabou por perder a vida, deixando Maria com um filho, fruto do amor que os unia. João ainda conheceu o filho, foi a sua última alegria. Embora muito angustiada, revoltada e sentindo uma enorme solidão por causa do que se sucedera Maria arranjou forças no Tomás para seguir em frente, nunca mais se envolvendo com ninguém e dedicando toda a sua vida ao filho.

09 maio 2005

Carne de Porco à Alentejana

Ingredientes:
1 kg de carne de porco
1 copo de vinho branco
500 g de amêijoas
6 dentes de alho
3 folhas louro
4 colheres (sopa) de massa de pimentão
Sal e pimenta
Margarina e banha
Salsa e coentros picados

Preparação:
É conveniente preparar a carne de véspera. Para tal, corte a carne de porco aos pedaços médios, acrescente a massa de pimentão, alho picado, louro, sal e pimenta. Regue com vinho branco. Deixe repousar durante um dia no frigorífico. No dia a seguir, aloure a carne com margarina e banha (se preferir com um pouco de azeite em vez da banha). Mexa bem a carne e quando estiver bem tenra adicione as amêijoas bem limpas sem areia. Aparte frite ainda 6 batatas médias cortadas aos cubos e adicione à carne. Polvilhe com um pouco de salsa cortada aos bocadinhos. Mexa consistentemente e acrescente coentros picados.
Observações:
Um delicioso prato da rica cozinha alentejana. A carne de porco juntamente com o pão de trigo e o borrego revelam-se como os três alimento típicos. De facto a partir de diversas variantes conseguem-se verdadeiros manjares 'dos deuses'. Ainda não se sabe quem, pela primeira vez, introduziu as amêijoas nesta receita de carne de porco mas que é deliciosa, lá isso é.

Aceite a minha sugestão!

08 maio 2005

Estou de volta!

Voltei para a minha casinha! Adoro passar fins de semana fora mas o regresso ao nosso doce lar é sempre uma sensação muito boa.
Passei um fim de semana espetacular. O sol convidavanos a sair do parque de campismo para irmos até à praia. Estava deserta, aquela praia nem parecia a mesma mas quem não foi por pensar que ia estar mau tempo, enganou-se. Só o que não aconselhava muito era ir à água mas também não dava para resistir uma vez que o calor apertava e o corpo tinha necessidade de estar molhado.
Quero agradecer ao meu namorado por estes dias maravilhosos que passámos juntos, correu tudo às mil maravilhas e só espero é que venham mais fins de semana como este.
AMO-TE MUITO ANDRÉ!

06 maio 2005

Milfontes aí vou eu

Pois é, estou de partida! Vou passar o fim de semana a Vila Nova de Milfontes, pôr o pé em água salgada pela primeira vez este ano, apanhar um pouco de sol nesta pele que mais parece ter sido molhada em lixívia. Enfim, desejo-vos um bom fim de semana e espero que o meu corra a 100%, a companhia pelo menos é a melhor do Mundo :)

05 maio 2005

Picar cebola sem chorar

Coloque na ponta da faca um
pouco de pão, ele vai absorver as particulas
da cebola que nos íam fazer chorar.

04 maio 2005

03 maio 2005

Início de uma nova etapa

Já se iniciou uma nova fase na minha vida, da qual espero que os resultados sejam bastante positivos.Sei bem que não vai ser fácil e tão pouco deixo de ter consciência de que os resultados podem tardar em aparecer mas a verdade é que estou com muita força de vontade e sei que "depois da tempestade vem sempre a bonança", por isso só espero que desta vez e no fim de tudo tenha motivos para sorrir com vontade e sensação de que tudo está bem.

02 maio 2005

Um desabafo...

Muitas vezes é complicado mostrar ou fazer ver às outras pessoas o que estamos a sentir. E não me refiro a sentimentos ou sensações, refiro-me a dores. Sim dores, nomeadamente nos ossos.
Muitas pessoas têm-nas depois de alguns esforços mas depois de uns analgésicos ou com o passar do tempo elas desaparecem. Pior é para aquelas pessoas que sem esforço, sem exercicío, sem nada imaginavel e visível, acordam todas as manhãs cheias de dores no corpo e assim permanecem durante todo o dia, durante todos os dias, independentemente dos analgésicos que se tomem.
Esta conversa parece-vos estranha?
Pois é, podem pensar que é exagero mas não é! E digo-vos por experiência própria.
Já pensaram terem vontade, por exemplo, de andar de mota, de correr, de dançar, etc. e terem sempre dores que vos impessam de realizar a mais simples actividade?
Pois é, é difícil de compreender mas há gente que embora sorria há dentro delas algo que muito faz sofrer!

01 maio 2005

Dia da Mãe

Quero aproveitar para deixar aqui um enorme beijo para
a pessoa que mais admiro no Mundo, a minha MÃE,
pois apesar de todas as partidas que a vida nos
tem pregado ela tem sempre um sorriso
e carinho para dar.
Adoro-te Mãe,
és fundamental na minha vida...