Drogas ou chocolates?
Uma frustração, uma perda, um momento de fraqueza… Surge então a promessa de uma miragem que nos arrasta para um mundo real: a droga. Escondida, nas sombras das cidades, vagueia acorrentada ao ilícito. Mas ficaria a droga mais leve se quebrássemos as correntes da ilegalidade e a liberalizássemos?
Uma negativa a Português. O desânimo no andar faz-nos perder o autocarro enquanto chove copiosamente no dia em que nos roubaram o guarda-chuva. Por vezes é o suficiente para surgir a ideia. E pode fazer a diferença ter a hipótese de poder comprar marijuana em vez de um chocolate para animar a tarde.
Com a livre circulação de drogas leves perderíamos o direito ao ímpeto irresponsável ou a uma vontade momentânea, porque seríamos aliciados com muito maior frequência. A liberalização implicaria um aumento de experiências ocasionais. Apesar de isso não significar um aumento directo de dependentes, seria difícil determinar à partida aqueles que seriam apenas usuários esporádicos, daqueles que se iam deixar arrastar para um vício mortal.
A linha é muito ténue entre a experiência e o abuso. O estado de ânimo e euforia dissipa-se nos primeiros momentos. De repente, são precisas palavras complexas como psicose paranóide ou síndrome disautonómico para definir a dependência que se tornou tão pesada para nós e para os outros.
A tentação de acreditar na leveza das drogas mais aceites como o haxixe é um erro. O uso habitual destas drogas bloqueia a nível do sistema nervoso a relação que articula os nossos actos com as suas consequências e nada apetece ou satisfaz. E, mesmo após meses e até anos sem consumir, persiste a apatia e o aborrecimento. A vida perde o sentido e a motivação.
No entanto, acreditamos que o uso de drogas leves devia ser permitido para fins terapêuticos. A investigação levou-nos à certeza de que o uso de algumas substâncias como a canabis consegue um efeito mais eficaz do que alguns analgésicos actualmente utilizados. Segundo os investigadores, as drogas actuam aliviando a dor sem passar pelo cérebro, evitando assim a dependência.
A negativa a Português mantém-se. A chuva continua e o guarda-chuva desapareceu para sempre. A melhor escolha é indiscutivelmente o chocolate… para animar a tarde. Porque amanhã vai ser uma tarde diferente e há fortes probabilidades para um dia quente e cheio de sol…
Uma negativa a Português. O desânimo no andar faz-nos perder o autocarro enquanto chove copiosamente no dia em que nos roubaram o guarda-chuva. Por vezes é o suficiente para surgir a ideia. E pode fazer a diferença ter a hipótese de poder comprar marijuana em vez de um chocolate para animar a tarde.
Com a livre circulação de drogas leves perderíamos o direito ao ímpeto irresponsável ou a uma vontade momentânea, porque seríamos aliciados com muito maior frequência. A liberalização implicaria um aumento de experiências ocasionais. Apesar de isso não significar um aumento directo de dependentes, seria difícil determinar à partida aqueles que seriam apenas usuários esporádicos, daqueles que se iam deixar arrastar para um vício mortal.
A linha é muito ténue entre a experiência e o abuso. O estado de ânimo e euforia dissipa-se nos primeiros momentos. De repente, são precisas palavras complexas como psicose paranóide ou síndrome disautonómico para definir a dependência que se tornou tão pesada para nós e para os outros.
A tentação de acreditar na leveza das drogas mais aceites como o haxixe é um erro. O uso habitual destas drogas bloqueia a nível do sistema nervoso a relação que articula os nossos actos com as suas consequências e nada apetece ou satisfaz. E, mesmo após meses e até anos sem consumir, persiste a apatia e o aborrecimento. A vida perde o sentido e a motivação.
No entanto, acreditamos que o uso de drogas leves devia ser permitido para fins terapêuticos. A investigação levou-nos à certeza de que o uso de algumas substâncias como a canabis consegue um efeito mais eficaz do que alguns analgésicos actualmente utilizados. Segundo os investigadores, as drogas actuam aliviando a dor sem passar pelo cérebro, evitando assim a dependência.
A negativa a Português mantém-se. A chuva continua e o guarda-chuva desapareceu para sempre. A melhor escolha é indiscutivelmente o chocolate… para animar a tarde. Porque amanhã vai ser uma tarde diferente e há fortes probabilidades para um dia quente e cheio de sol…



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